Corra Lola, corra!
Um filme. Três versões de um mesmo acontecimento. Finais diferentes. Cada elemento tem uma função estrutural fundamental e o protagonista é o tempo. A influência do acaso.
Alguma semelhança com a vida? Não, não é mera coincidência.
Teoria do caos. Efeito borboleta. Efeito dominó.
"O simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo."
Você já deve ter ouvido isto em algum lugar, certamente. Desde que comecei a ler sobre essa teoria, certas coisas não saem mais da minha cabeça. Coisa de gente louca, não acha?
Pequenos fatos aparentemente insignificantes podem fazer toda a diferença: atrasar 5 minutos, perder um ônibus, fazer ou não uma ligação, amarrar os cadarços que desamarraram ou voltar para buscar a carteira que você esqueceu em cima da cama.
E, as nossas decisões podem influenciar indiretamente, ou não, o mundo que nos cerca: mudar destinos, causar fracassos ou sucessos, tudo de acordo com uma mudança na atitude. Sim, nós temos esses poder.
Todavia, diferentemente dos filmes, jamais saberíamos o desfecho da nossa história caso optássemos por outro caminho. E o acaso muitas vezes encarrega-se de mudar o rumo das coisas. Deve ser por isso que eu sempre espero o pior das coisas e das pessoas, tipo "o que vier depois é lucro". Pensamento um pouco auto-destrutivo e/ou pessimista, talvez. Costumo dizer que o meu "eu" pessimista se aflora quando escrevo. Não sei porquê. Daí tudo que começo a escrever tende a encaminhar para assuntos de cunho negativista. São os meus "momentos Machadianos". Enfim, vou ali mudar meu destino. Beijo, me liga.

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