sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos...

O fim de ano vem e traz consigo aquela típica nostalgia. E todo ano é assim, quando chegamos próximo à última folhinha do calendário é inevitável pensar como tudo passou tão depressa.  
Enfim, é tempo de relembrar das coisas boas que aconteceram ao decorrer do ano e de esquecer as coisas ruins ou simplesmente superá-las. É tempo de se fechar para balanço. Tempo de criar expectativas, fazer planos, tempo de sonhar, de acreditar, mas também de correr atrás do tempo perdido. Tempo de eliminar a causa para cessar o efeito, cortar o mal pela raiz, de se redimir, de se livrar dos problemas (para apenas adquirir novos). 
É incrível como as pessoas depositam suas esperanças nisso tudo. Como as pessoas têm a virada de ano como uma página de um livro ou o fim de um. Mas elas esquecem que um pedaço de tudo que sobra do ano a gente pendura no quarto e chama de honraria. Estranhamente as pessoas vivem de lembranças. Boas festas.

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada." (Caio Fernando Abreu)

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